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COVID-19

Lotação em ônibus aumenta risco de contágio

quinta-feira, 09/07/2020, 07:42 - Atualizado em 09/07/2020, 07:56 - Autor: Alexandre Nascimento


A população que depende de ônibus para se locomover tem sofrido com coletivos lotados a qualquer hora do dia, sobretudo de manhã
A população que depende de ônibus para se locomover tem sofrido com coletivos lotados a qualquer hora do dia, sobretudo de manhã | Fernando Araújo

Apesar de ser uma das medidas de prevenção contra o novo coronavírus, a aglomeração dentro dos ônibus da capital paraense tem sido desconsiderada. Os coletivos são orientados a transportarem apenas oito passageiros em pé, além dos que estão sentados, mas a limitação tem sido completamente ignorada por motoristas e cobradores e, sobretudo, pela fiscalização da Prefeitura de Belém.

Ontem, a reportagem do DIÁRIO percorreu algumas paradas de ônibus na cidade nos horários de pico. Nelas, os passageiros até fazem sua parte ao usarem máscaras, mas ao subirem nos coletivos já se deparam com os transportes públicos lotados, que nem de longe respeitam a limitação de apenas oito pessoas em pé. “Todos os dias é isso, não existe isso do motorista respeitar poucas pessoas em pé”, denunciou Laureane Lopes, 35, recepcionista.

A reportagem seguiu viagem em um coletivo que fazia a linha Outeiro/Pte. Vargas e também registrou que, apesar do ônibus já estar lotado, o motorista continuou parando para a subida de mais passageiros, prática também feita em outros itinerários. “Até chegar em Outeiro você não tem ideia de como fica esse ônibus, ainda mais lotado”, criticou José Alves, 51, pedreiro.

Ainda de acordo com os usuários, a mesma situação de lotação é enfrentada pelos passageiros nos primeiros horários da manhã. “De manhã cedo é ainda pior, porque as pessoas estão indo para o trabalho. Então, as pessoas não querem chegar atrasadas, porque se perder o ônibus demora para passar outro. Assim, os motoristas param mesmo e acaba lotando”, disse Camila Pereira, 29, secretária.

Apesar da pressa das pessoas, seja para ir trabalhar ou voltar para casa, o certo é que ônibus lotados violam a recomendação de apenas oito passageiros em pé para evitar a aglomeração de pessoas dentro dos coletivos. Mas, para os passageiros, isso seria impossível acontecer devido a redução da frota dos ônibus e a falta de fiscalização da prefeitura. “Tem poucos ônibus e não tem quem fiscalize essa situação, então vai lotar sempre”, reclamou Reinaldo Conceição, 43, vigilante.

RESPOSTA

Em nota, a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) informa que faz fiscalizações nos principais corredores viários da capital, onde existe grande movimentação de usuários entrando nos coletivos. O órgão ressalta que já emitiu 137 autuações para as empresas que descumprem o decreto.

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