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RELIGIÃO

Novena de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro com público mais restrito

quarta-feira, 08/07/2020, 07:44 - Atualizado em 08/07/2020, 07:44 - Autor: Tiago Furtado


O dia de ontem foi de novena na Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Devotos retornaram, respeitando as regras para evitar aglomerações
O dia de ontem foi de novena na Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Devotos retornaram, respeitando as regras para evitar aglomerações | Mauro Ângelo

Para quem é devoto de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, toda terça-feira é dia de novena. Ontem (7) não foi diferente, mas com a pandemia da Covid-19 e as restrições para evitar aglomerações, o cenário de antigamente, com a paróquia lotada, deu lugar a um espaço com público menor, mas que manteve a corrente de fé no local.

Distanciamento entre fiéis, todos usando máscaras e passando álcool em gel nas mãos e com avaliação da temperatura corporal. Tudo isso antes mesmo de entrar na igreja. Maria Santos Silva, 67 anos, é moradora do distrito de Outeiro. Mãe de dez filhos, tem 19 netos e cinco bisnetos. Ela diz que já viu de tudo na vida, mas nada a deixou tão surpresa quanto a mudança de comportamento dos fiéis causada pelo novo coronavírus. “Por uma parte eu acho ruim, mas é para a nossa proteção e acho válido também. Não deixa de ser um dever de cristão cumprir estas normas para estar aqui até porque só Ela e Jesus podem nos ajudar neste momento com essa maldita doença. Eu já sou velha e nunca tinha visto isso na minha vida, só saio de casa para cá e daqui vou para casa, mas mesmo assim eu agradeço por estar viva e peço por mim, pelos meus familiares e a humanidade”, disse.

Para evitar o risco de contágio, a Paróquia decidiu, além de limitar em 200 o número de fiéis do lado de dentro, desligar as centrais de ar e abrir as portas de vidro que ficam nas laterais, facilitando a circulação de ar no espaço. Mesmo assim, muitas pessoas que não conseguiam entrar faziam questão de acompanhar a missa do lado de fora, respeitando o distanciamento social e rezando em voz baixa ou silêncio.

Foi o caso do José Carlos, que mora na Pratinha 2 e é um frequentador assíduo da Novena de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro sempre para agradecer por superar uma grave doença causada pelo cigarro. “Há dois anos eu tive um grave problema de pulmão e fiquei entre a vida e a morte. Eu mal conseguia andar. Foi graças a Ela que consegui sobreviver. Eu nunca deixei de acreditar e de vir acompanhar a novena. Toda terça-feira eu estou aqui. Com essa pandemia tem sido difícil acompanhar do lado de fora, mas vou esperar mais tarde, quando tem menos gente, para tentar entrar na igreja e assistir à novena bem de perto”, comentou.

Nos fundos da Paróquia, sozinho, estava Carlos Alberto, de 62 anos, morador da Cidade Velha. Ele estava retornando à missa após a reabertura das igrejas ao público. “Graças a Deus e Nossa Senhora eu estou de volta à novena. Eu tenho 47 anos de novena e fico feliz de voltar, sempre pedindo a Deus para cuidar de tudo o que está acontecendo no mundo. Ela representa muita coisa na minha família, no trabalho e amigos. A fé nela nos fez estar aqui”, afirmou.

DIFERENTE

Dentro da gruta onde se acendem velas para a santa, a entrada também era controlada e todos tomavam cuidados redobrados para evitar aglomerações. Rosimone Raulino, 45 anos, disse que a sensação de retornar a Paróquia é diferente, mas importante. “Esse retorno é diferente, a gente fica com medo de se encostar nas pessoas, de ficar próximos dos outros. Mesmo assim, sentimos a necessidade de estar aqui nessa corrente de oração”, declarou.

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